Friday, June 7, 2013

Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo
e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los.
Passava dias em seu laboratório em busca de respostas
para suas dúvidas.
Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário
decidido a ajudá-lo a trabalhar.
O cientista nervoso pela interrupção,
tentou que o filho fosse brincar em outro lugar.
Vendo que seria impossível demovê-lo,
o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho
com o objetivo de distrair sua atenção.
De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava!
Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e,
junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
-Você gosta de quebra-cabeças?
Então vou lhe dar o mundo para consertar.
Aqui está o mundo todo quebrado.
Veja se consegue consertá-lo bem direitinho!
Faça tudo sozinho.
Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa.
Algumas horas, depois,
ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
-Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!
A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho.
Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor
um mapa que jamais havia visto.
Relutante, o cientista levantou os olhos
de suas anotações, certo de que veria um trabalho
digno de uma criança.
Para sua surpresa, o mapa estava completo.
Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares.
Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?
Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
-Pai , eu não sabia como era o mundo,
mas quando você tirou o papel da revista para recortar,
eu vi que do outro lado havia a figura de um homem.
Quando você me deu o mundo para consertar,
eu tentei mas não consegui.
Foi aí que me lembrei do homem,
virei os recortes e comecei a consertar
o homem que eu sabia como era.
Quando consegui consertar o homem,
virei a folha e vi que havia consertado o mundo.

Thursday, June 6, 2013
Eu sei, escrevi tantas cartas pra você e não mandei nenhuma. Ensaiei as falas que eu diria pra você no dia em que te encontrasse, mas nunca mais disse palavra alguma. Deixei meus textos todos pelo chão junto com os pedaços de coisas que lembravam você.
Eu sei, não errei. Meu erro talvez foi ter dado passos largos pra longe de você. Ou ter deixado que a distância de uma calçada atravessasse nós dois.
Entre tantas coisas banais que dissemos, já existiu um “Eu te amo”. Foi banal também. Mudei. Mudei o lado da calçada, mudei o cabelo, mudei a cor do meu coração pra um desbotado quase rosa. Pintei as paredes, tingi meus medos, ouvi músicas repetidas vezes e não encontrei uma frase sequer pra te contar o que eu sentia.
Pintei as unhas de vermelho, repiquei o cabelo, fritei nuggets no óleo quente, caminhei pelo centro com as mãos vazias. Tatuei o corpo, escovei os dentes e suspirei antes de dormir.
Esperei cartões postais que nunca chegaram, pendurei quadros nas paredes que eram vazios. Atravessei as noites vazias e você nunca voltou. Talvez nunca tenha ido. Talvez nunca tenha existido além dos meus planos.
Chorei vendo filmes tristes, e em alguns felizes também.
O certo é que a distancia nunca foi maior do que o nosso afastamento. Seja por falta de amor ou por ele ter sido tão banal quanto contar meu dia.
Contei meus dias de par em par pra passar mais rápido. Passaram rápido demais, nem deu tempo de te entregar alguma carta de amor.
Bic Muller
Wednesday, May 15, 2013
aquarellee:

Açúcar ou Adoçante - Cícero 

aquarellee:

Açúcar ou Adoçante - Cícero 

(Source: jorrando)

(Source: sashastergiou)

(Source: orestoenadamais)

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